quarta-feira, fevereiro 25, 2015

IT'S YOU THAT DECIDES

Dando sequência às comemorações do 72º aniversário do nosso querido George Harrison, hoje falaremos rapidamente do álbum triplo All Things Must Pass, que foi o terceiro álbum solo de George e o primeiro após a separação dos Beatles.

Ele foi gravado entre maio e setembro de 1970. George convidou grandes amigos para participar do álbum, entre eles Eric Clapton, o beatle Ringo Starr, Bob Dylan, Billy Preston, Peter Frampton, membros da banda Badfinger e Phil Collins. O lançamento foi no mês de novembro.

All Things Must Pass alcançou o quarto posto nas paradas britânicas e passou sete semanas em primeiro lugar nas norte-americanas, ganhando seis álbuns de platina.

Separamos então uma demo da bela Run Of The Mill, uma das canções daquele que é considerado por muitos o melhor trabalho solo de um beatle. Ok, George! Happy birthday!

terça-feira, fevereiro 24, 2015

GEORGE, 72! YEAH!

Durante muito tempo, comemorava-se o aniversário de George Harrison no dia 25 de fevereiro. Porém, num belo dia, George teria revelado numa entrevista que nascera às 23:45hs do dia 24 de fevereiro. Ótimo! Temos dois dias para comemorar o dia do Quiet Beatle! Yeah!

E hoje o blog traz um early take da meditativa Be Here Now, canção de George figurante no seu álbum Living in the Material World, de 22 de junho de 1973.

George fala da canção: "- Eu sempre tive um violão perto da minha cama e a melodia de Be Here Now veio-me rapidamente. A letra foi inspirada por uma história chamada 'The Transformation of Richard Alpert into Baba Ram Dass.'". Happy Birthday, George! God bless you! Yeah!

quarta-feira, fevereiro 11, 2015

MILK AND... SHOUT!

No dia 11 de fevereiro de 1963, portanto, há exatos 52 anos atrás, os Beatles eram esperados nos estúdios da Abbey Road para a gravação do seu primeiro álbum: Please Please Me.

O disco precisava ser gravado em uma sessão de dez horas, num único dia. Para complicar um pouquinho, John chegara resfriado da turnê dos Beatles com Helen Shapiro e se encontrava com o peito congestionado. Chegando em Londres eles foram diretamente para os estúdios e gravaram de início There's a Place, uma composição de Lennon/McCartney.

Logo de cara ficou claro que a voz de John estava áspera, rascante, pois no decorrer da primeira palavra - The e e e ere - ele luta para acompanhar Paul, quase rosnando à medida que a frase mais grave abre caminho para a dinâmica tensa do dueto. Cheque como estava voz de John em There's a Place naquele momento:


Bom, tudo corria sem maiores problemas, até faltar apenas uma música para fechar o dia de gravações. O engenheiro de som sugeriu que eles cantassem Twist And Shout, uma canção escrita por Phil Medley e Bert Russell (gravada em 1960 por um grupo vocal chamado Topnotes e em 1962 pelo grupo The Isley Brothers), que sempre animava as plateias nos shows e seria o desfecho ideal para aquele primeiro disco. Ouça a canção original gravada pelos Topnotes e depois compare com a versão dos Beatles...


Mas acontece que, segundo George Martin: "- Twist and Shout era uma verdadeira destruidora de laringes.", e quem a interpretava? John! E ele estava em condições? Segundo ele próprio: "- Naquele momento eu sentia como se tivesse uma lixa na minha garganta, mas insisti dizendo que ainda havia o suficiente para mais uma canção.".

Todos sabiam que teriam que acertar de primeira: a banda, o engenheiro, todos precisavam fazer seu trabalho sem perder uma única nota, e sem um único erro. Não sobraria nada da voz de John depois daquilo.

Assim, ele chutou as inúmeras caixinhas de pastilhas que chupara o dia todo, abriu uma caixa de leite e bebeu ruidosamente. Depois livrou-se da gravata, há muito afrouxada, e da camisa também, deu um sinal e começaram...

A cada frase da música o rosto de John contorcia de dor, as frases saindo feito areia entre os seus dentes. Sua voz saía nua, seca e com toda a ressonância descascada dos tons. Aquilo foi dolorido, e doía ao ouvir também. A medida que a canção caminhava para momentos de grande intensidade a dificuldade aumentava. No refrão final o esforço, buscado lá no fundo da alma, mascarou todas as palavras, e a linha final fora finalmente cruzada no grito estupefato de Paul, que custava a acreditar no que ouvira: "- Hey!".

John estava exausto, quase à beira de um colapso! Mas valeu a pena: a Twist And Shout gravada naquele dia se tornaria uma obra-prima dos Beatles! Curiosidade: foram gravados dois takes para ela e George Martin disse: "- Eu cheguei a tentar um segundo take... mas a voz do John simplesmente tinha desaparecido.".

Você sabia disso tudo? Então apure os ouvidos, ouça e admire ainda mais a Twist And Shout de apenas um único take, no grandioso dia de 11 de fevereiro de 1963! Enjoy!